Miguel Esteves Cardoso – Fidalgos, queques e betinhos
Os Portugueses têm algo de figadal contra todos os que tenham algo de fidalgal. Como as crianças, confundem muito a fidalguia, que é uma simples condição social, com a aristocracia, que é um sistema político em que o poder pertence aos nobres. E, no entanto, como diria Chesterton, não há mérito automático em ser fidalgo, nem vergonha em pertencer decididamente (como eu) à ralé.
Em Portugal a nossa civilização deve muito a duas classes minoritárias. Ambas são gente simples, com posses reduzidas e educação informal. Refiro-me, obviamente, à plebe e à nobreza. O pretensiosismo dominante, seja proletário ou possidónio, seja triunfalista ou disfarçado, encontra-se nas classes restantes, que constituem a grande maioria da população. Mas um pastor ou um pescador é tão senhor como um fidalgo. Como ele, vê o mundo de uma maneira antiga, em que cada coisa tem o seu lugar, o seu sentido e o seu valor. O pior é o operariado, a pequena, média e alta burguesia: enfim, quase toda a gente. É esta gente que se preocupa com a classe a que pertence. Enquanto o pastor e o visconde se ocupam, os outros preocupam-se. Os primeiros não querem ser o que não são. Os outros adorariam. Os primeiros aceitam o que são, sem vaidade. Os outros têm sempre um bocadinho de vergonha e por isso disfarçam, parecendo vaidosos.
Quem é fidalgo e quem é que quer ser?
Em Portugal existem três classes distintas. Há a classe dos fidalgos – os meninos “bem”. E depois há duas classes falsamente afidalgadas. Há os meninos “queques”, filhos de pais “queques” mas com avós que não. E há os “betinhos”, filhos de pais que, simplesmente, não.
O “menino bem” é aquele que não sabe muito bem em que século começou a fortuna da família. Geralmente é pobre, com a consolação irritante do passado rico. É muito bem-educado e jamais se lembraria de lembrar aos outros que é “bem”. O “queque” sabe perfeitamente que foi o avô ou o bisavô que abriu a fábrica ou a loja que enriqueceu a família. Geralmente é bastante rico. Embora tenha frequentado os colégios correctos, tem sempre um enorme complexo de inferioridade em relação aos “meninos bem”, o que o leva a fazer-se mais do que é. De bom grado trocaria grande parte da sua fortuna pela antiguidade e pelo prestígio de um bom título.
Finalmente, o “betinho” é aquele cujo pai nasceu pobre, indesmentivelmente operário. O betinho procura dar-se, em vão, com queques e meninos bem, mas a sua educação é formal e institucional, não familiar. É o mais rico de todos, mas é também o mais envergonhado. O betinho por excelência é aquele que não suporta a vergonha de um pai nascido entre o povaréu. Evita apresentá-lo aos amigos. Tudo faz para ocultar a sua proximidade genealógica ao vulgacho.
Tanto o queque como o betinho são o resultado de self-made man, homens que se levantaram pelas próprias mãos, quantas vezes rudes e calejadas e tudo o mais. O menino bem, em contrapartida, nem sequer compreende o conceito de self-made man. Porque é que um homem se há-de “fazer a si próprio” quando houve sempre pessoal, criados e caseiros, para se ocupar dessas tarefas desagradáveis?
Distinguem-se em tudo. A falar, por exemplo. O menino bem usa todas as formas de tratamento, desde “a menina” – A menina vai levar o Jorge ou vai sozinha no Volvo? – até ao “Psst, tu que fumas”.
O queque, por ser menos seguro, trata toda a gente por “Você”, incluindo os criados e as crianças (o que não é correcto, mas parece). O betinho, a esse respeito, está em absoluta autogestão. Tenta tratar mal aqueles que considera inferiores (demasiado mal) e bem aqueles que considera superiores (demasiado bem). No fundo é um labrego engraxado que julga sinal de aristocracia dizer os erres como se fossem guês.
O que caracteriza o menino bem é o seu total à vontade no mundo. Nunca se enerva, nunca hesita, nunca está muito preocupado. Haja ou não dinheiro. O menino bem dá-se bem com a pobreza e encara o sobe e desce da sorte com a naturalidade com que aceita a circulação do sangue pelas veias. Por isso dá-se bem com toda a gente. Nada tem a perder ou a ganhar.
Os queques não são assim. Pensam que nasceram para o brilho baço do privilégio. Vivem obcecados pelo dinheiro já que é o dinheiro que lhes permite comprar todos aqueles adereços (relógios Rolex, automóveis Porsche) que consideram indispensáveis ao seu estatuto social. Um menino bem, em contrapartida, nunca usa relógio – porque é que há-de querer saber as horas? O queque só se dá com pessoas “do seu meio”. Enquanto o menino bem tem aquele rapport feudal com caseiros, varinas e pedreiros, que constitui uma forma multissecular de intimidade, o queque aflige-se em “manter as distâncias” com esse gentião, precisamente por serem tão curtas.
O betinho é uma pilha de nervos. Ninguém o respeita. Dá-se quase exclusivamente com outros betinhos, do mesmo ramo de importação de electrodomésticos ou da construção civil. Não gostam de sair da sua zona. Os de Lisboa, por exemplo, só quando há uma emergência é que saem do Restelo. Ao contrário dos queques, evitam falar em dinheiro porque se sentem comprometidos. Esforçam-se mais por serem meninos bem do que os queques, que julgam já serem meninos bem. Andam sempre vestidos pelas lojas mais tradicionais (camisa aos quadradinhos, casaquinho de malha, jeans novinhos e mocassins pretos com correiazinha de prata ou berloques de cabedal), ao passo que os queques compram roupa mais moderna na boutique da moda. Escusado será dizer que os autênticos meninos bem andam sempre mal vestidos, com a camisola velha do pai e as calças coçadas do irmão mais velho. A única diferença é que as camisolas e as calças que têm em casa duram cem anos. Os avós já compram camisas a pensar que hão-de servir aos netos. Aliás, os fidalgos são sempre mais forretas que a escória.
No que toca aos hábitos alimentares, os meninos bem comem sempre em casa. Como as famílias são geralmente muito grandes (de resto, como sucede com o populacho), a comida é quase sempre do tipo rancho, ou sempre servida com muito puré de batata.
Os queques estão sempre a almoçar e a jantar fora, em grupos grandes com muitos rapazes e raparigas a exclamar: “Ai, já não há pachorra para o quiche lorraine!” Aqui se denunciam as suas verdadeiras origens sociais. Para um menino bem, comer fora é uma espécie de solução de emergência, quando não dá jeito comer em casa. Para um queque é um prazer.
Nas casas bem, a qualquer hora do dia, há sempre uma refeição a ser servida a um número altamente variável de crianças, primos, criadas, motoristas, tias, etc.
Nas casas queques as refeições variam conforme os convidados. Nas bem são sempre rigorosamente iguais. Os queques têm a mania dos restaurantes – conhecem-nos tão bem como os meninos bem conhecem (e odeiam) as cozinheiras. E os betinhos? Os betinhos tentam evitar as refeições o mais possível. Comem sozinhos em casa (os betinhos tendem a ser filhos únicos) ou levam betinhas a jantar. Porquê? Porque têm a paranóia de serem “descobertos” através dos modos de estar à mesa. Mas, na verdade, só são descobertos pelo seu excesso de boas maneiras. Um betinho à mesa está sempre “rijo”, atento, receoso de tirar uma azeitona por causa do terror de não saber lidar com o caroço. Os queques comportam-se como animais, espetando garfos nas mãos estendidas dos outros, soprando pela palhinha para fazer bolinhas no Sprite e atirando os caroços para martirizar o cocker spaniel. Quanto aos meninos bem, encaram as refeições como uma simples necessidade fisiológica. Comem e calam-se. Falam só para dizer “passa a manteiga” ou “Parece que houve uma revolução popular em Lisboa, passa a manteiga”.
Não são, portanto, os fidalgos que dão mau nome à fidalguia – são os queques e betinhos. Estes cultivam ridiculamente os “brasões” e as “quintas”, fingindo que não gostam de falar nisso. Em contrapartida, nas casas fidalgas, os filhos das criadas experimentam os lápis de cera nos retratos a óleo dos antepassados. E ninguém liga…
In “Os meus Problemas”
Miguel Esteves Cardoso
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Excelente artigo. Infelizmente e esse um dos problemas de Portugal, uma mentalidade que esta para durar.
Espectacular texto. Muito bem documentado e espero quem o leia, o saiba apreciar quanto eu.Grandes verdades, tão cristalinas como a água pura. Parabéns.
Notável análise , e justa e oportuna ,parabéns dá gosto ler …
Um verdadeiro sopro de verdade para tantos que, pretendem “ser” e nem chegam a “nascer” ….. Parabéns pelo texto e, pela realidade estampada em cada palavra.
Adoraria, ter esse “don” de construir um texto onde tudo está incluido, e maravilhosamente bem definido. Não fique por aqui, precisamos de quem escreva assim. Obrigada . bem haja !
Adorei o seu texto.Está tudo tão bem retratado e explicado.!!!!Concordo em absoluto.
ah ah ah…Parabêns. Sempre oportuno,
Conclui assim que os portugueses têm de facto sempre algo de figadal, ou seja meu caro Miguel, o seu estado de espírito é continuadamente figadal, aliás nota-se, à medida que vai sendo ultrapassado pelo no tempo e pelo tempo.
Argumenta já na defesa de temas vulgares, desenquadrados socialmente, medíocres e marginais ao drama social da actualidade, como se tivesse sido colocado no início do século passado na 1º república.
-Confesso que sou democrata e Monárquico, com orgulho e sem preconceitos. Quanto às quintas e brasões,” ironia do destino”, Há os que têm e os que não têm, também há os que gastam o dinheiro nos casinos, em grandes comezanas, ou em viagens; Nas vaidades porque é disso que se trata, as senhoras adoram dizer que o vestido é mais bonito que o da outra, que o carro é mais bonito, que o cão é mais esperto enfim… Vaidades, cada um veste a que quer e lhe dá prazer. O respeito pelo próximo e pelos outros é muito bonito, a inveja é um sentimento feio e negativo, também pouco democrático meu “amigo”.
Em relação aos “betinhos” caro Miguel,” o Sr.. Seria o ultimo a falar do assunto; veste a pele na perfeição, melhor fora que tivesse ficado calado, ou falasse das tabuinhas da casa da mariquinhas.
Gostaria de dizer que como comentador já teve o seu tempo. A sociedade evoluiu o Miguel não. Veja antes as vantagens/desvantagens sociais/económicas/políticas de uma monarquia democrática como as há por essa Europa fora. Contribua com diálogos esclarecedores e evolutivos, deixe-se da crítica brejeira.
Caro Miguel, o seu discurso denota um racor típico de um fidalgo, que tal como o proprio nome diz filho-de-algo, ou no seu caso neto ou bisneto de algo, e não infelismente (o que seria interessante) ALGO!!!
Concordo com o que diz relativamente as refeiçoes servidas em casa dos fidalgos, realmente pure de batata, arroz, feijoadas….são o pão nosso de cada dia!! Já quando se fala de carne e peixe o assunto é outro, antes de começar a comer chega para todos.
Dentro da sua frustrada visão do mundo e sou enquadrada no que define por queque e com muito orgulho!!! hahahha
E mais orgulho ainda de poder coduzir o meu porche ou o meu BMW, ou o que me apetecer na hora e ir de seguida ao restaurante que eu quiser e comer comida de queque (lavagante, costuletão, robalo de 13Kg… etc). E não ter na minha mesa nada parecido com arroz de pato, empadão ou até lombo de porco seco (assado pela empregada nas 2 horas em que vai trabalhar á 4ºfeira).
Quanto ao futuro das quintas em que fala o mais certo é elas irem parar á mão dos queques antes que comecem a ruir e a serem consideradas um perigo para população.
Finalmente despeço-me deixando bem claro que jamais trocaria aos meus carros importados, e as minhas compras em Nova York, por quaquer titulo, que para nada serve!!
Beijinhos
Inês Santos esse seu comentário foi absolutamente desnecessário. Até me deu “vómitos”.
Só mostra que na verdade não deve ter dinheiro nenhum e se o tiver sente-se completamente inferiorizada pelos ditos “meninos bem”.
Cresça.
Concordo totalmente, infelizmente é esta a sociedasde que temos. Todos querem ser betos e queques e nao percebemn que quanto mais aparentam mais no riduculo caem. Um menino de bem nunca mostra quero. Parabéns a quem escrevem esta excelente.
Inês santos é portanto a típica menina rica, futil e sem noção da vida, que deveria levar umas chapadas. Sem querer só deu razão ao texto: realçou a diferença na educação recebida em casa.A sua como podemos ler não foi das melhores e faltaram-lhe muitos principios básicos para viver bem e em sociedade. Espero que nunca lhe falte esse mundo maravilhoso, porque se faltar não vai saber sobreviver.
Muitos parabéns pelo texto Miguel!
Muito bom retrato social, muito acutilante. Estampa de forma mordaz uma realidade que nao nos passa ao lado mas que muitas vezes nos falha conseguir definir.
Nao vejo razoes para os ataques ao Miguel Esteves Cardoso, só se pica quem tem agulhas e neste caso quem se reve inteiramente na cronica. E se se revê e tem orgulho menos razoes terá para se sentir ofendido.
“Finalmente despeço-me deixando bem claro que jamais trocaria aos meus carros importados, e as minhas compras em Nova York, por quaquer titulo, que para nada serve!!” Isto é muito triste
Inês Santos… Sem nenhum “racor” digo-te que, “infelismente”, o teu Porche não se “coduze… e que por mais que ponhas todos os teus bens materiais “á” nossa frente, uma coisa nunca irá mudar… és burra, uma queque burra.
Parece-me que a “amiga” Inês Santos quer fazer-se passar pelo que não é.
Quem tem um Porsche, raramente lhe chama de Porche.
Bom artigo sim senhor, apesar de não ser monárquico acho que tudo o que escreveu faz sentido e é a verdade. Queria também perguntar á senhora queque Inês Santos que se tem tanto dinheiro e faz muitas compras em NY, porque é que ainda não se lembrou de ir aprender a escrever? Existem explicadores para estes casos. Aposto que não trabalha e anda por ai a esbanjar o dinheiro que o seu pai/avô ou até marido ganham a trabalhar. Torne-se útil que assim este país não anda para a frente.
PS: InfeliZmente e não InfeliSmente
Convicções e ideologias à parte (sou republicana), diverti-me e ler a sua crónica.
Também me diverti (ainda que de outra forma) a ler o comentário de ines santos (Inês Santos, talvez, digo eu!). A moçoila denuncia uma certa falta de escolaridade, visível, nomeadamente, nos erros ortográficos com que nos brinda. Pois é: nem tudo se compra como os porches. Temos pena. Não vá tantas vezes às compras a Nova Iorque e frequente uma escolinha, vá lá, é uma chatice mas pense nisso como um investimento, escolha uma com mensalidade bastante alta!
Adorei o texto apresentado… De facto, exprime bem o tipo de sociedade presente neste século. No entanto, nem tudo se pode levar à letra, como é óbvio. Pois na monarquia, as classes ditas privilegiadas também gostavam de mostrar o que tinham. Actualmente o caso muda de figura, pois cada vez mais a plebe poderá fingir-se de ‘’betinho’’. Mas nesta sociedade o que mais me intriga é que, quando é para apontar o dedo e dizer que os indivíduos X e Y tentam uma socialização por antecipação para conseguir integrar-se num grupo, todos aparecem e apontam o dedo. Mas serão essas pessoas todas ‘’betinhas’’? Serão as pessoas ‘’bimbas’’ que mais apontam o dedo? Óbvio que não. Muitas resignam-se ao seu metro quadrado. Quantos queques e até fidalgos gostam de se exibir? Quantas pessoas que possuem quintas, casas em vários países e afins, não gostam de tocar um bocadinho no assunto? Ora claro que isto é um problema do povo português. Esquecemos a ideia de que ‘’o outro’’ é sempre o culpado! Desde o tempo dos Afonsinhos que se pensa que Portugal foi o escolhido. Já Luís Vaz de Camões o dizia… Quanto mais estas gerações que se avizinham. Nós temos de ter o maior nó de estrada da Europa, temos de ter o maior centro comercial da Europa, temos de ter resorts de luxo no Algarve reconhecidos internacionalmente, temos de ter tudo! Não importa que não haja dinheiro… (A minha ironia está presente, mas isto apenas para afirmar que no fundo o povo português é todo muito parecido. E pouco vale apontar o dedo a este ou àquele grupo! Fora este pequeno grande comentário, tenho a dizer que o texto está, no meu point de vue, óptimo! )
Acertou na mouche!
Mas… na verdade venho de uma família pobre. No entanto identifico-me um pouco com todos essas três classes que enumerou. Como?
Porque actualmente em Portugal existe também a noção que se alguém nasce Pobre, tem de morrer Pobre! Ora foi isso que eu quis contrariar na minha vida, e prezo imenso a educação que a minha Mãe me deu, e embora tenha um passado negro, não quer dizer que não possa ter um futuro brilhante.
Relativamente a essas três classes, socializo com todas, sem vergonha e sem mentiras, podem rotular-me de pobre, mas quando me conhecem oiço dizer que afinal não sou aquela má pessoa como pensavam. Ora, já havia uma premonição maléfica da minha pessoa, que por não ter Pais ou motoristas que me levem à Escola de Audi ou que por almoçar na Cantina da Escola e não ir às Amoreiras ou ao Campo Pequeno, já sou a pior pessoa do Mundo, mas não…
Convém não generalizar, é verdade sim que existem muitas “moscas” como a Inês Santos, conheço imensas, mas se houve coisas com que aprendi com a vida, foi de pessoas interesseiras, defendermos-nos com os nossos interesses, e se essa gente pensa que tem amigos de confiança ou realmente alguém que se orgulhe da sua pessoa, engana-se!
Tal como a leitora Joana, comentou, um dia que estes meninos e meninas, que nasceram com o rabo virado para a Lua, tiverem um azar na vida, não irão conseguir sobreviver.
Mas… há muito pobre ai que virou fidalgo, pena que a personalidade tenha virado também.
Por curiosidade, uns criticam os pobres por cometerem atrocidades a tentar sobreviver, mas estes queques gozam com a vida que estão a viver. Finalmente que alguém os decide criticar, pode ser que alguma coisa mude, ou pelo menos tentemos.
A minha mae sempre me respondia assim quando eu começava as frases por “quero”; “o seu querer esta no ceu”. Hoje, jovem adulto que sou, compreendo perfeitamente o que na altura achava incompreensivel. E como estas ha imensas, graças a Deus!
O texto esta muito bem construido, com um belo tom humoristico encaixado numa moderna maneira de um “J’accuse!” (volto a referir, humoristico) e que resume exactamente a nossa sociedade. Mas ha aqui um ponto que tambem dever ser referido. Todos os que leram este artigo, simpaticamente se associaram ao perfil de menino bem (bom, todos menos a Sra. Ines Santos que neste momento esta a ler este comentario no seu BMW serie 5 equipado com Wi-Fi…em Nova York), e eu tambem, e nao ha mal nenhum nisso! Mas em vez de alargar este fosso que existe, (nao querendo de forma alguma dizer que este artigo o faz), penso que esta nas nossas maos o querer mudar isso, e este querer nao esta no ceu, esta em nos. Portugal nao esta assim por “eles” serem mais, esta assim porque “nos” fazemos pouco. Nao quero dar um ar pretencioso ao meu comentario, mas tal como este artigo ‘e directo, tambem eu o quero ser. Acho que esta na altura de assumirmos que temos culpa.
Tenho apenas 18 anos, ainda nao posso fazer tanto quanto gostaria, ou seja; faço pouco e preciso de admiti-lo para querer fazer mais.
Nao quero ofender ninguem, nem ser um “chico-esperto”, tenho ainda muito para aprender, apenas acho que temos de começar a fazer parte da soluçao. Se nos orgulhamos tanto deste nosso Pais, dos nossos valores, principios e educaçao, porque nao começamos a agir em prole destes mesmos?
Cumprimentos.
O MEC dos bons velhos tempos!
O comentário da Inês é ainda mais genial. Só veio provar, como se fosse preciso, a pertinência do texto. Eça continua actual, infelizmente. Ainda há muitos Dâmasos por aí perdidos…
A genialidade do texto da Inês ainda tem um pormenor brilhante…. É que lá está, escrever bem português não pode ser para todos
‘Infelizmente’, felizmente, ainda se escreve com ‘z’. Grande Eça, congratulations MEC.
Artigo excelente, que infelizmente, caracteriza muito bem a nossa sociedade mesquinha e complexada.
1º Não percebo o porque de dar tanta atenção a essa tal Inês Santos que se gosta de passar por milionária. Na minha opinião na passa de uma jovem revoltada que não tem qualquer dinheiro.
2º Na descrição dos ditos meninos bem, acho que à uma enorme benevolência em relação aos mesmos. Tantos são aqueles que fazem muita gala do pai ser conde ou marquês. Existe uma carrada deles, que soberbamente, falam do palácio ou solar que os avós vivem. Há por aí muita gente de “boas famílias”, que desculpem a expressão: caga dinheiro e que mostra que o tem aos sete ventos. Não quero claro generalizar, muitas destas pessoas tem uma grande educação e a descrição dos mesmos é enorme.
Mais uma vez, parabéns pelo artigo!
O “velho MEC” a deliciar-nos com este excelente texto. Quanto à Inês, lamento a sua falta de inteligência, não entendeu a crónica e óbviamente estendeu-se…
Grande crónica! Mais uma vez o grande MEC expoe de forma genial o estado da sociedade portuguesa. Altamente elucidativo e verdadeiro!
Mais engraçado ainda foi o facto de o ponto de vista tomado no seu texto tivesse sido confirmado por um infeliz comentario.
É pena que já ninguem fale na probreza e riqueza.. de espirito!!
Faltam valores!
Excelente texto que, por sê-lo, também provoca comentários negativos.
Fez-me ter saudades do “good old” MEC, das “velhas” crónicas que escrevia (ainda me lembro de “As razões porque não fui eleito” (para o Parlamento Europeu)).
Retrata bem a nossa mentalidade, bem portuguesa, porque essa é a da maioria. Não nos esqueçamos que até os Lusíadas acabam com a palavra “inveja”.
Parabéns Miguel Esteves Cardoso.
Texto divertido e certeiro. E, ó iluminadíssimo Vítor Graça, evite ser maçador com os seus comentários desagradáveis. Se o Viítor quiser ir discutir o orçamento do estado e o novo Egipto libertado, vá para outras paragens e deixe-nos aqui em paz, a esta imensa minoria que gosta do MEC e dos seus assuntos “irrelevantes”. Ah, e a Inês Silva, ou Costa, ou Santos ou lá o que é, que esplêndida manifestação de casca-grossite! De certeza que não foi o MEC que escreveu o comentário para melhor ilustrar a desgraça da coisa?
) Just kidding!
Parabéns pelo texto: verdadeiro e objectivo, com uma ponta de ironia saudável. Concordo com muitos pontos inquestionavelmente verdadeiros. No entanto, discordo com a forma como generaliza. Nem todos os “meninos de bem” são como os descreve, como por exemplo: “andam sempre mal vestidos, com a camisola velha do pai e as calças coçadas do irmão mais velho” (geralmente são discretos, optando por lojas “vulgares”, mas com uma percepção muito clara do que está na moda). Podia escrever uma página inteira sobre as diferenças entre um “menino de bem”, um “queque” e um “betinho”. No fundo, resume-se tudo à educação. A forma como se comportam à mesa é, sem dúvida, uma forma de os distinguir. Ao contrário do que geralmente ouço dizer, um “menino de bem” não é aquele que não deixa cair um garfo, por vezes, ou que não põe os cotovelos em cima da mesa, uma ou outra vez. É sim aquele que comete essas pequenas gafes, mas que se arrepende no momento que as cometeu, desculpando-se. É, portanto, aquele que foi ensinado a desculpar-se quando se distrai. Tal como diz o texto, apenas os betinhos se sentam à mesa concentrados na forma como têm de se comportar. Os “meninos de bem” agem naturalmente e por isso erram, por vezes.
Por outro lado, conheço muitos que adoram falar das quintas, dos nomes, do brasão de família. Geralmente, considero-os pequenos snobs, a quem os pais não conseguiram passar os valores que prevaleceram na família geração após geração. Muitas vezes nem os próprios pais os têm e quanto a isso não há nada a fazer.
Finalizo afirmando que, embora a ironia tenha a sua piada, não concordo quando criticam a tentativa da população em geral tentar adoptar certos hábitos dos “meninos de bem” (dispenso passar o almoço todo a ver o bolo alimentar dos meus amigos, obrigada). O problema está sim no facto de, como em tudo resto, o povo português tentar levar o que é bom ao extremo, ridicularizando-o. Deixo aqui uma recomendação a todos os “queques” e “betinhos”: o principal segredo de um “menino de bem” é a discrição, resultante, geralmente, da educação que teve em casa. Tudo o resto que os caracteriza são dela resultantes e é isso que fundamentalmente os distingue dos demais.
(não quero com isto ofender ninguém: posso afirmar desde já que conheço muitas pessoas que não se encaixam no estatuto de “menino de bem”, mas que são de longe pessoas de educação e valores inigualáveis.)
Caro Miguel Esteves Cardoso,
Já tinha saudades dos seus artigos. Embora o tema não seja o mais actual, não deixa de ser brilhante a forma assertiva com que faz uma apreciação das nossas classes sociais(qual Eça)
Vamos lá MEC !! Mais artigos, mais exposição da sua escrita, já temos saudades, temas actuais não faltam. Numa altura em que vivemos uma fase mais cinzenta, nada como alguém com a capacidade de apelar ao bom senso e fazer rir ao mesmo tempo.
Não passam é de uns pacóvios, de alto a baixo. Os bons morreram no mar ou nas guerras e os de hoje andam escondidos com vergonha da poça em que vivem.
Portanto deixem-se de teorias baratas de queques e folhados porque a porcaria é toda a mesma.
Bem, pouco realmente importa se no nosso BI estão dez apelidos ou se o nosso pai nunca foi à escola. Ninguém tem o direito de se achar mais ou menos importante que o próximo, baseando essa conclusão numa árvore genealógica. Há uma certa preocupação em “mostrar” e pouca vontade de “fazer”. Distinguir quem teve a sorte de nascer no sítio certo, à hora certa parece-me fútil. Distingamos aqueles que crescem, produzem/criam e fazem deste país um sítio melhor para viver, independentemente de serem produto da nata da nata ou de terem nascido num ghetto.
Menos conversa e mais trabalho, já dizia o povo.
Inês, ao menos aprenda a escrever português correcto.
V.escreve como a burgessa que é.
Este texto do Miguel já tem bastantes anos, mas, infelizmente continua actual.
Salomão, vê-se bem, pelo estado do país que o povo deixou de dizer o ditado que cita.
Também acho muita piada às pessoas que criticam sem sequer saber ou conhecer os estratos sociais que o Miguel fala.
Ao fim destes anos todos, e de já ter lido e relido o Miguel Esteves Cardoso,ele ainda me faz rir e ficar bem disposta.
O GUERRA JUNQUEIRO.
Contou-me “esta”, o Sr Sá Dias, Chefe de Estação em Lagoaça – Freixo de Espada á Cinta:
Via java o dito Poeta, no comboio da linha do Douro, os seu vetuário já estava coçado.
Umas Senhoras na mesma caruagem, apontavam e comentavam esse facto insistentemente.
Após algum tempo de comentários audiveis na carruagem : ” Aquele é o poeta? não me digas!!!, que mal vestido….”, o POETA, ergue-se e dir para as ditas Senhoras: Vou dizer-lhes uma verdade: OS BURROS NÃO SE CONHECEM PELAS ALBARDAS:
O GUERRA JUNQUEIRO.
Contou-me “esta”, o Sr. Sá Dias, Chefe de Estação em Lagoaça – Freixo de Espada á Cinta:
Viajava o dito Poeta, no comboio da linha do Douro, o seu vetuário já estava coçado.
Umas Senhoras na mesma caruagem, apontavam e comentavam esse facto insistentemente.
Após algum tempo de comentários audiveis na carruagem : ” Aquele é o poeta? não me digas!!!, que mal vestido….”, o POETA, ergue-se e diz para as ditas Senhoras,vou dizer-lhes uma verdade: OS BURROS NÃO SE CONHECEM PELAS ALBARDAS:
Parabéns Miguel Esteves Cardoso por tão brilhante análise social. Uma lufada de ar fresco… graças a Deus ainda há racionalidade!
Consigo agora interpretar melhor o espectro da Revolução Francesa…
Abraço.
Simão de A.M.
Parabéns Miguel Esteves Cardoso por tão brilhante análise social. Uma lufada de ar fresco… graças a Deus ainda há racionalidade!
Consigo agora interpretar melhor o espectro da Revolução Francesa… e suas consequências!
Abraço.
Simão de A.M.
Caros,
este texto já tem um bom par de anos. Já o tinha lido nalguma das obras do MEC (como fan que era), mas não me recordo qual. Como sempre muito bem escrito o que lhe confere intemporalidade, daí passar por uma “lufada de ar fresco”, que em bom rigor não é.
Habituei-me a não ver o mundo segmentado. Cada um tem o seu papel e todos são importantes: os que dão e os que não dão erros; os que têm e os que não têm Porches e os que almoçam fora e os que não. Eu cá prefiro valores e alegria familiar aos ditos Porches, mas não critico quem prefira o contrário, são estilos de vida e cada um é feliz com o seu, desde que não interfira com a alegria dos outros.
Por muito que assuste, o Mundo já não é só República ou Monarquia, Direita ou Esquerda, Católicos ou não Católicos. O Mundo é diversidade e espontaneidade e à medida que vamos sendo mais, num espaço cada mais pequeno, irá agudizar-se. É claro que tenho saudades dos tempos em que havia referências, valores seguros e certezas e eu sabia bem para onde ir…Hoje está mais confuso, mas não vou ficar parado à espera que a minha fidalguia ou as minhas posses resolvam Portugal e a geração dos meus filhos. Vou pro-activamente ensinar-lhes bem a história, em todas as suas perspectivas, para eles escolherem o seu (nosso) melhor futuro – vou ser neutro, porque acredito que eles farão melhor do que nós até agora!
Concluindo: não se ofendam uns aos outros, até porque uma das coisas que o MEC sempre fez bem, foi fazer-nos rir! Obrigado!
Gostei imenso de ler este texto e parece que sabia bem nas costas de quem o havia de colocar.
Conheço pessoas que parecem que vivem num país fantasma e que não vivem na realidade. Eles pouco fazem por eles mesmo, mas mesmo assim quando connosco conversam, falam-nos de pessoas que até já morreram e que à partida nós bem sabemos que nada fizeram nem por eles nem pela sociedade e muitos nem pela própria família, no entanto veneram-nos como Deuses, só porque se lhes meteu na cabeça que tiveram o dito sangue azul..
No entanto quem fala, só fala do que lhes convém e da verdade….verdadinha, não falam eles. Muitas destas pessoas, algumas mais idosas, mas outros mais novos, licenciados e até fazem questão que se lhes chame de Drs, não atingem que se tornam tão ridiculos sempre a mencionarem que estiveram com o Sr.Dr. tal…..com a filha do ministro tal….sabem é preciso uma paciencia para os ouvir e interiormente ficamos com a sensação quão ridículos eles se tornam….
Muito mais teria para dizer….mas muitas pessoas sabem bem do que falo…..e obrigada MEC por ter abordado tal assunto.
Hoje em dia a riqueza é a saúde. Gostei do texto, não critico quem o contesta, mas pensei bem que o melhor BMW é o nosso corpo que nos da qualidade de vida durante o tempo que cá andamos, Cuidem-se.
Outra pérola do MEC….é que é mesmo assim!
Já deixei um no face mas perante o texto , com o qual eu concordo, deveríamos acrescentar a nova classe politica com cursos e notas brilhantes, dirigentes deste Portugal
DESCARACTERIZADO
afinal,ARO Miguel que muito aprecio e nunca fui monárquico mas tenho bons amigos que o são. Não é capucho que faz o frade amigo.Saudações democráticas.
Apenas divertido, mais nada!
Adoro ler MEC. Revejo-me sempre nas suas opiniões. Adorava escrever assim…. é um dotado! Por isso, de ralé não tem nada! Obrigada pelos textos inspirados e inspiradores.
A um filho de algo, talvez seja devida uma subvençãozita vitalícia!
Fartei-me de rir. Grande texto!
O meu caro MEC cada vez está mais culambismo…! A verdade pode ser interessante mas não é indispensável. Deixe lá as gentes e vamos à causa.
Que texto! O Miguel nunca falha
Percebo o racionalismo, percebo as divisões etéreas em que se quer dividir, sem conseguir, estes e os outros. Claro que há pouquíssimos e verdadeiros aristocratas, (chapeau), claro que há netos bisnetos e trinetos de gente que foi alguém, claro que há uma maioria de zeros que pululam por páginas galantes. Aleluia! O que eu não gosto é do convencimento do MEC, passado e repassado, sem substituto, até agora, convencido como ninguém que que as suas frase brilham ou têm graça. Lamento uma sociedade que não evolui perpetuando o (mau) homor
Humor
…não sei se me ri mais a ler a crónica do MEC se os comentarios ao mesmo! Acho que estes comentários devem ter feito o Miguel rir às gargalhadas!
Tenho saudades dos textos do MEC. Talvez alguns não saibam, mas este texto, tem seguramente mais de vinte anos (muito ri, com este e outros). Volta MEC…estás perdoado.
Já o tinha lido e acho que descreve na perfeição as diferenças entre esses tipos de classes que existem por cá.
Muito bem observado
Xcelente!
Sou Republicano mas cito muito e conheço o texto desde há muito tempo.
Felicidades, Miguel!
Gostei do texto do MEC, como de resto habitualmente gosto. Eu tentei, juro, mas nao consegui evitar deixar um comentario á Ines: Carissíma, independentemente das ideias (?) contidas na sua mensagem, uma coisa é certa, nao devia ter faltado ás aulas de Portugues, na instruçao primária.
Fantástico.Texto muito divertido de quem sabe esgrimir palavras como ninguém.Inteligente e perspicaz,observador DE OLHOS BEM ABERTOS.Gostaria no entanto ,de lhe dizer que conheço muita gente bem a tratar os filhos por voçê,e que nem se lembram disso até que alguém lhes faça algum reparo.Afinal trataram-se sempre assim em casa dos pais,dos avós,é natural…é como falar inglês se o pai for inglês,natural.Seria no entanto estranho falar russo se o pai fosse inglês,percebe? Portanto se o Sebastião António de XXXXXXXXX 15 apelidos tratar os filhos por voçê,é natural,já se o Ruben Micael Dj´ló Vinagre tratar os seus rebentos por voçê,NÂO é natural ! e com isto não quero dizer que é melhor ou pior tratar por voçê ou tu,cada um trata da maneira a que está habituado e pronto.
Li os comentários todos.De facto este texto é fabuloso.Não vou repetir o que muitos já disseram.O Miguel continua brilhante.Parabens.Só não suportei o comentário duma mulherzinha que dá pelo nome de Inês Santos.Odeio novos-ricos.Eu não troco por dinheiro nenhum do mundo o meu berço,os meus principios.Estou-me a borrifar para Porches e Bmw`s.O Cmax que tenho satisfaz-me plenamente.Esta fulaninha é o tipo de gentinha que cheia de dinheiro arrota à mesa e não tem respeito por ninguem.Que pobreza de mentalidade.DETESTO NOVOS-RICOS.Prefiro ser fidalga rebentada.ahahahahahahah.
Belo texto. Infelizmente nem toda a gente compreende a sátira nem partilha do seu bom-humor.
Mas queira o sr. Miguel saber que não tenho dúvida absolutamente nenhuma que, o seu texto, apesar de brilhantemente bem redigido, vai ser maioritariamente partilhado pela classe a que não caracterizaria de fidalgos.
Diz-se que o futebol é o desporto mais praticado deste país. Sem dúvidal. O segundo desporto é o alpinismo… social. Não irei colocar aqui o meu apelido, é acessório.
Prefiro que o comentário seja lido
A sua presunção, mostra que lhe toquei a ferida ou as feridas, O “maçador” mostra a “pepineira” em que ficou afectada, no âmago da sua importância, por alguém ter entrado em seu território, de êxtase literário. O resto lamento…Palavras para que? Para porcaria “diga ao Jarbas, para dizer a alguém que diga, que sua senhoria”nao esteve de facto no seu grande momento, mas sim num pequeno momento, (reconheça isso), único, exclusivo e fútil até dentro do desagradável. Lembre-se livros do patinhas também podem ser cultura quando lidos com interesse e diversão.Reconheço o talento do Homem, mas já se repete no tema.
RIDICULO
Não posso deixar passar esta “crónica” que é, no seu todo, fiel ao que assistimos no nosso dia-a-dia. No entanto, toda a sua opinião, transmitida ao longo do texto, se contradiz que o próprio acto de o ter escrito !!! Critica muito os “betinhos” e os “queques”, que o incomodam, como dá para perceber, são “uma pilha de nervos “, e desprezarem aqueles que não tem “nome”, mas você está precisamente a fazer, ao fazer esta ridícula distinção. E como sabe, as pessoas “de bem” não tem essa necessidade, como o diz no texto. Aceitam cada um como é, não por aquilo que têm, mas por aquilo que são, pelas qualidade e defeitos. Grandes “amigos de bem” que tenho, e que fui conhecendo ao longo da vida, têm personalidades diferentes, uns mais vaidosos, outros mais arrogantes, outros mais amáveis. Mas todos valem pelo que são, e não os “coloco em gavetas por terem as caracteristicas de “meninos de bem”. O meu pai tem um porsche, mas tem porque lhe dá prazer, porque trabalhou e mereceu, e não porque “gosta de mostrar”, evita até grandes “aparatos”. faz uma generalização ridicula, pois há “meninos de bem” que insistem em andar muito bem vestidos, porque são vaidosos, e até evitam pessoas que não são “de grandes famílias”. Cada um tem a sua personalidade, maneira de ser. Como deve saber, pessoas com a mesma educação podem ser totalmente diferentes! Trato os empregados por voce, mas respeito os e e tratos os como família!
E através destes textos criam-se “requisitos” que tentam definir as pessoas destes 3 grupos que criou, e as pessoas passam a agir de modo a preencherem esses requisitos. Eu não compro roupa nova e ando com o que “herdei” porque nao acho sensato gastar 80 euros numa camisola, quando ha pessoas que morrem à fome! Mas acredite, que muitas pessoas ” de bem” depois de lerem este texto, o vão fazer porque se vai enquadrar nos requesitos de bem.
Em minha casa entraram sempre pessoas que eu admiro, com sapatos de vela, de chinelos, preto ou branco, gordo ou magro. Mas entram por aquilo que são. E muitos “meninos de bem”, arrogantes, ficam a porta.
Com todo o respeito, uma generalização ridícula, que transmite essa necessidade de “ter que repartir” a sociedade pelo “nome de família”, quando o que interessa, e aqui estamos os dois de acordo, é o que as pessoas valem, daí que os “menino de bem” se dê bem não tenham problema de se dar com qualquer tipo de pessoas.
Fantástico.Texto muito divertido de quem sabe esgrimir palavras como ninguém.Inteligente e perspicaz,observador DE OLHOS BEM ABERTOS.Gostaria no entanto ,de lhe dizer que conheço muita gente bem a tratar os filhos por voçê,e que nem se lembram disso até que alguém lhes faça algum reparo.Afinal, trataram-se sempre assim em casa dos pais,dos avós,é natural…é como falar inglês se o pai for inglês,natural.Seria no entanto estranho falar russo se o pai fosse inglês,percebe? Portanto se o Sebastião António de XXXXXXXXX 15 apelidos tratar os filhos por voçê,é natural,já se o Ruben Micael Dj´ló Vinagre tratar os
rebentos por voçê,NÂO é natural ! e com isto não quero dizer que é melhor ou pior tratar por voçê ou tu,cada um trata da maneira a que está habituado e pronto.
Ler MEC é quase sempre um prazer. Razões: ironia afectiva nos retratos que faz sobre Portugal e os portugueses. Não ri à gargalhada, sorri, mas com imenso prazer e alguma ansiedade: qual serei eu?
MEC é, e será sempre, um grande cronista.
No meio disto tudo fiquei semperceber o que é que a Inês Santos queria provar. Se fosse um gajo, diria que estava a tentar compensar o tamanho da pilinha, como é gaja… Já existem operações para isso?
Gostei de ler, embora é um texto fácil cheio de ideias feitas. Não aprendi muito só confirmou algumas imagens que já tinha destas supostas categorias estancas. Não sendo portuguesa vivendo cá há muitos anos, acho de facto o tema pouco importante e como diz a canção ” é mais o que nos une que aquilo que nos separa” ou qualquer coisa assim. Apreciei sim o comentário do Artur.
Gostei, concordo plenamente! Falamos indirectamente dos “novos ricos”, que têm todo o mérito de o serem e poderem viver plenos de riqueza, mas isso não lhes dá a base tida por aqueles que anseiam imitar, provocando muitas situações por vezes ridículas.
Cada um com o seu dinheiro mas cada um no seu lugar.
Parabéns pelo texto Miguel.
HAHAHAHAAH DE GRITOS!! MAI NADA!!
Isto de arranjar modelos e acreditar que são todos feitos da mesma “chapa 5″, não me parece nada bem, os que nascem ricos, são assim…, os que nascem de operários, são “assado”, enfim…Só tive pena de alguém falar com desprezo do arroz de pato , (que tanto gosto) hehe, mas gostos não se discutem. Texto divertido!
Sem dúvida uma chapada de luva branca para muitos!
Muitos parabéns Miguel Esteves Cardoso!
A menina Ines Santos é o retrato da bimbalhada chunga sem educação que nem sequer sabe agarrar num garfo e para aí anda… Nem sequer escrever sabe, infelizmente é com “Z” sua BURRA! Deve ser prima do Sócrates, deve ter comprado o BMW à conta de algum subsidio ou de uma luva, deve ter o curso “tirado” na Independente num fim de semana e já se deve ter esquecido que os avós andavam de burro lá na terrinha e nem sequer sabiam o que era uma banheira…. Aposto que vai almoçar ao Guilty hoje
Meu caro, já não me ria assim há muito tempo! Bem haja!
Mesmo…O que me lembrou Eça este texto do MEC…e o que me lembrou o Dâmaso esta Sra…De facto…precisamos de mais, de mais reflexão, de mais conteúdo…para ver se crescemos todos um bocadinho.
Bem haja MEC pela partilha e pelo facto de ainda gerar discussão…
Uma lúcida análise à sociedade Portuguesa, parabéns!!! quanto aos comentários discordantes… lamento mas é precisamente a incompreensão desta análise que nos distingue, é que há coisas que só mesmo quem “é” as percebe…
Inês Santos e Zé Manuel P.B – estão a anos luz de enxergar o que foi escrito, penso que o MEC escreveu este desabafo para quem o compreende, não há Porsche nem camisola de caxemira que consiga fazer-vos ver “este” lado, e é pena, porque seria tão bom que esta mensagem fosse compreensível por todos… a verdade é que é bem mais fácil uma pessoa de raízes humildes perceber o que foi escrito do que os tais queques e betinhos, estes vivem ofuscados pela sua nova riqueza e sobretudo por falta de educação, que é a principal mensagem deste texto.
Obrigado Miguel!
Caro Miguel,
Belissima critica construtiva que levará muitos a pensar.
Já algum tempo que não nos falamos, desde os tempos do ” nosso ” O INDEPENDENTE !
Saudades! Quando é que virá um novo?
Grande abraço e um 2012 repleto de coisas boas.
Boa maneira de desculpar a falência da antiga nobreza portuguesa. Um texto hilariante, e curioso sobre as tribos rídiculas da micro – sociedade portuguesa, O resultado do aparecimento dos chamados queques e betinhos, deve-se exclusivamente ao aumento de qualidade de vida, e ao empobrecimento das classes fidalgas, que nada sabem fazer se não dar ordens aos sub-humanos desgracadinhos mas humildes.
Este seu conceito de sociedade, toca no rídiculo, ao qual nem merece mais comentários.
Pensava mais de si, ao qual o considero um filósofo de pé de chinelo, e que nada entende acerca da evolução das sociedades, um primitivo que ainda vive na idade das trevas.
Meta-se numa maquina do tempo, e vá para o Século XV, pois é ai que se encaixa com certeza, o Sr. e mais os monárquicos complexados com a pobreza de espirito em que vivem, e também a financeira. Pois agora como não há criados baratos, optam pela simplicidade que nunca tiveram, para se diferenciar dos outros.
Generalizar é bom e recomenda-se! Nem se defendeu a partida afirmando-se da ralé. Aos comentários já deixados… Bom humor, mas não é filosofia
eu estou estupfacto com os comentarios de algumas pessoas o meu bmw o meu porshe seguro que nao sabem o que e ter de emigrar para comer e ajudar a tua familia vergonha devia de vos dar mas disfrutem ate o povo despertar o que ja nao falta muito
Excelente texto o teu Miguel.
Como é possível alguém dizer que parou no tempo e que as suas cronicas são desactualizadas e não oportunas, para mim cada vez mais assertivas.
para finalizar deixo só um pensamento de um amigo: ” um merdas será sempre um merdas venha ele de onde vier”
Inês Santos, aprenda a escrever
Fui só eu que reparei que a Merçês De Sotto-Mayor King escreveu o tempo todo vocês com cê cedilhado?
Sugeria que fizessem uma experiência:
Passar um dia inteiro sem julgar ninguém !!
Só isso.
Bom Ano.
Teresa Ferreira
Revejo-me nos meninos bem. Infelizmente ter tido sempre tudo fez de mim um inútil. Miguel, esqueça lá isso da classificação das pessoas em classes; já não estamos nos anos 80. No meu grupo de amigos, por exemplo, um tem mais património que o próprio estado enquanto outro serve à mesa num restaurante.
Ola’ Miguel,
Bom artigo, parabe’ns. Nao obstante, e’ pena nao se poder aplicar a toda a realidade nacional. Venha por exemplo a Tra’s-os-Montes, digamos Braganca. Por cada queque ou betinho que me possa apontar na rua dar-lhe-ei um salpicao de Vinhais!
Fora de brincadeiras, creio que a definicao da qual o Miguel fala pode facilmente aplicar-se (como decerto voce bem o sabe) a va’rias nacoes Europeias – queques e betos encontra-os facilmente em Madrid, Roma, Paris (menos no West End!), Londres, Munich (talvez menos em Berlim), Genebra, Atenas (muitissimos!!!), etc, etc, etc… O dificil sera’ mesmo de me mostrar uma capital Europeia que nao se possa inserir nos parametros sociais que acabou de (tentar) definir.
Mas enquanto regionalismo Lisboeta, esta’ bonito o artigo (pelo menos criou uma pequena ondita de pol’emica/ reaccoes – que decerto colmata o seu objetivo).
Cumprimentos,
Hugo.
PS: desculpem a ausencia de acentuacao espora’dica, devido ao fato de lhes escrever de um teclado Ingles.
Ines Santos… infeliZmente falou.
Bem visto. Bem escrito. A análise enquadra-se na sociedade Portuguesa, bem como em todas as outras, nomeadamente a Angolana onde me insiro. Houve em tempos uma familia Portuguesa cujo brasão, o caracol queria demonstrar “Tudo o que tenho transporto comigo”. Diz tudo sobre o caminho que temos que percorrer sem falsas modéstias, ódios á parte, por um mundo melhor se o capitalismo assim o facilitar.
Mutu
Independentemente da escrita, ou dá má escrita, uma vez que todos a entenderam, vem a mensagem que não abona em nada o intimo, o ser, a comunidade e as relações pessoais da Inês, com menos palavras ficava melhor um “eu pago uma Lavagante e partilho o meu Robalo de 13 kg e o etc” “alugo o Autodromo do Estoril e abro o stand do meu pai para Test Drive para poderem conduzir também o que bem vos apetecer”
…Para que nos serve a cabeça, pergunto eu ?? Quando numa sociedade primitiva, alguém se destacava pela força fisica, esse era escolhido para ser o Rei ou o Chefe, porque mais facilmente protegeria a aldeia do ataque de alguma fera ou outro perigo. A força foi sempre um dos primeiros elementos de escolha. Depois passou-se a incluir também o carácter e a inteligência(que são coisas bem distintas uma da outra) e assim eram escolhidos os Líderes. Assim se vivia na pré-Democracia. A ideia de passar para a geração seguinte a chefia da aldeia, teve ninho no conceito de protecção dos entes mais próximos através da acumulação de bens – (riquezas que esses postos geravam, ou através de usurpação ou através de prendas), os quais providenciariam um futuro cómodo para as gerações presentes e vindouras.Assim, passando ao filho mais velho,O Rei/Chefe assegurava, que em caso de morte, a sua familia continuaria protegida. Outro motivo, intrínseco ao homem, era a necessidade particular ou partilhada, de um poder Clãnico. Ou seja, havia um interesse mais físico e outro mais psicológico, íntimamente ligados.
Claro que isto de se passar o testemunho aos filhos numa Monarquia é mais ou menos como fez o M. Soares na Democracia.. … Geralmente, não resulta… Bom…Mais que provado está, ao longo da História, que os líderes Monárquicos conseguiram ser tão bons, quanto maus, aliás assim como os Lideres Democráticos, aliás assim como os outros todos. Mas aquilo que nos traz aqui a este forúm, são os “Titulos”, os “Títulos” que tanta confusão fazem a tanta gente inclusivé aos Títulares!! De onde nascem os Títulos?? No inicio da Idade média, com a Europa dividida em vários reinos, eis que nasce a Nobreza, como hoje a conhecemos, fruto da necessidade de protejer e conservar tanto bens,como gentes, como fronteiras.
Outra belissima invenção, na forma de necessidade, cuidadosamente oferecida a familiares, amigos próximos ou a quem tivesse providenciado um serviço de excelência ao Rei e à Pátria! Duque, Marquês, Conde, Visconde ou Barão, títulos, todos eles mt convenientemente vitalicios e hereditários. Não vou estender um lençol descritivo de cada titulo, mas digamos q os nomes designavam funções especificas.Em Democracia também existem : Director Geral da E…, Ministro da…,Presidente do Conselho de Administração da…Ministro adjunto do…,Secretário Geral da…Inspector Geral da…a diferença é q estes são cargos meio vitalícios e paralelamente hereditários…
Pior mesmo só os titulos oferecidos pelos Reis a quem prestava “Grande Serviço à Nação” como aos Piratas Belgas, Ingleses e Holandeses ou até mesmo aos Capitães da guarda espanhola que chacinaram os Povos da América Latina…
Aí penso que ainda não chegamos…Mas, por outro lado, temos um assunto muito na moda, a Maçonaria, que não é uma Nobreza nova…mas de intelecto requintado.. …E neste caso é mais o mundo que está dividido em Reinos…
Enfim…De todos esses, todos nós descendemos… Dos bons e dos maus!!
Portanto, Meninos bem,Queques,Betinhos, Meninos do meio disto tudo,pobres e miseráveis…somos todos iguais,comam como quiserem, vistam o que quiserem, conduzam o que quiserem, falem do que quiserem, o q verdadeiramente importa é o respeito que cada um de nós tem pela integridade do ser humano, com tudo o q isso engloba.
A Nobreza, meus caros, está num só sitio e é na alma.!!
P.S – Espero que a Inquisição Ortográfica não venha tomar café aqui ao meu comentário, até porque ainda não dei uma vista de olhos ao novo acordo e é possivel que aqui encontre algum grão de açúcar para adoçar o seu azedume!!!!! Pessoalmente aborrecem-me os acentos embora lhes reconheça a importância…Ah…e gosto de abreviaturas…confesso!!
Fantástico artigo. É a primeira vez que leio uma descrição tão pormenorizada e real da nossa sociedade. É pena é que cada vez acha menos fidalgos e mais queques e betinhos …
Foi divertido. Uns escrevem com erros, outros criticam-nos por isso escrevendo com erros também. Vamos todos errando, fidalgos, queques, meninos de bem e betinhos. No fim do dia somos todos iguais. Uns com menos, outros com mais, outros com muito mais do que pensam, outros com menos do que aquilo que acreditam. “LOL”
Um texto giro, mas repetitivo…e…com algumas falhas e uns quantos lugares comuns.
Li-o na esperança de conseguir um rótulo, ou seja de me classificar e integrar, mas não, devo ser de uma outra ninhada (ou burro talvez) e não me consigo rever em queques, fidalgos, meninos bem e betinhos.
Vês eu não disse que sou burro, só eram 3 as categorias e eu já pus 4 e não falei nem na maçonaria nem na opus dei.
Mas de qualquer forma sempre que leio aqueles nomes só me veem à memória os lagartos e eu que até sou do Benfica, o que tenho a fazer é de facto ficar de fora.
parece-me que há aqui gente a levar isto a peito!
é apenas umas crónica, uma observação.
Aos que criticam/insultam o MEC deixo uma palavrinha: é um escritor normal. Escreve coisas boas, e coisas menos boas. Por acaso considero esta “menos boa”. Tal como todos os que aqui escrevemos, somos pessoas normais. Não me parece que alguém aqui tenha feito algo que tenha mudado o mundo, ou estás aí escondido, Albert? Leonardo, sai da toca, anda la. Chega de brincadeiras, Steve, assume-te! William, sei que és tu, reconheci-te pelo sotaque. Acho que há pessoas que nunca aceitaram bem aquilo que o mundo lhes reservou. A elas e a 99% de quem cá vive: a normalidade.
Somos todos pessoas normais, o MEC é um gajo normal que gosta de escrever, não tem forçosamente de ser um génio que vai revolucionar o mundo com as suas cronicas. Escreveu este texto, normal, que lemos para nos entreter durante 5 minutinhos! Obrigado MEC.
e para aqueles que dizem “ah, é por isto que portugal nao anda pa frente” ou “este é o mal da nossa sociedade..” não se iludam! Esta é a riqueza da nossa sociedade, o mal são vocês próprios. E aqueles que insistem em escrever “voÇês” ou “se eu fala-se..” Para começar isto não se resume a Portugal, lamento desaponta-los. Isto é uma característica de qualquer sociedade no mundo. Em Angola ha betos, meninos de bem, gunas, queques etc.. Em frança também, no Brasil também, nos EUA também, na China também, na Austrália também…
E não há mal nenhum no menino de bem que usa as calças do avô, nem mal no betinho que conduz um porsche, nem mal no queque que tenta ser como o betinho. Há mal na maldade. Vi também que há quem distinga entre Novos e Velhos ricos.. Nunca percebi esses conceitos. Quando é que se é Velho rico? quando se faz fortuna a partir de que ano? Um rico é um rico, uma pessoa com muitos bens, podemos medir a riqueza de alguém. Riqueza não está ligada a educação, nem tem de estar. Riqueza é um conceito concreto, Educação é abstracto. Ou se é rico ou não se é, não há lugar para duvidas. A educação já é mais complicado, e parece-me que há quem se ache muitíssimo educado, sabem pegar em garfos, dizem sempre obrigado sem abrir muito as vogais etc… só que as vezes estala o verniz, e fica o brasão, sozinho.
Relativamente ao texto propriamente dito e ao conteúdo da mensagem… uh.. ah, desculpem, a mensagem não tem conteúdo! enfim, é um tema completamente sem interesse. Uma crónica inócua, sem sentido. Não percebo porque diz que é da ralé e depois dá a sensação de se assumir como “menino de bem”.. Dá a ideia que se esconde atrás de uma mentira para poder cuspir raiva a vontade sem que lhe possam chamar frustrado.
epah, Mafalda das 4.38 PM!!
uma coisa é certa, aqueles que defendem a verdadeira fidalguia são os que mais ignorância demonstram! “acha” para tentar dizer “haja” ? Haja saúde minha querida, isso sim. Agora o tema da nossa sociedade, deixa para quem alguma vez tenha aberto um livro, porque se esta é a melhor descrição que viste sobre a nossa “sociedade” o melhor é mesmo juntares-te aos “queques”
Li este artigo no dia que saiu num semanário, já não me recordo se foi o Expresso se no Independente, mas quase apostava que foi no primeiro. Trata-se portanto de uma crónica com quase 30 anos, mais coisa menos coisa, que mais tarde veio a ser incluída numa compilação no livro “Os meus problemas”, que mais não era que o título da coluna que o MEC dispunha nesse semanário.
Digo isto porque reparei em alguns comentários que faziam menção ao facto do MEC estar ultrapassado, como se tivesse sido algo que ele tivesse escrito recentemente.
Discordo duplamente. Não só esta crónica se está a revelar intemporal, constituindo mesmo um verdadeiro marco na análise sociológica, como o MEC continua sagaz e oportuno como sempre foi.
Tem razão Filipa…é o que dá escrever sem atenção,depois de pôr as crianças na cama e sem os óculos de ver ao pé…as minhas desculpas.
Ainda bem que sou Pastor…..finalmente alguém reconhece o estatuto!
E tenho desculpa pelos erros.
Obrigado Miguel
Ines Santos, querida, pegue no seu dinheiro e compre um titulo! nesse dia vai dormir melhor, acredite. Não desista. Não se envergonhe. beijinhos tá?
Concordo a 100% com a maioria dos comentários, pena é que se fique por aqui……….
curioso, provavelmente foram da mesma turma!
Sinceramente… tenho mais que fazer…
Somos um país de vaidosos, invejosos, parvos e espertos!
Adorei! E fartei-me de rir!
Já percebi que tem comentários a favor e a desfavor. Por mim, está fabuloso!!!
Tudo descritinho na perfeição e com a maior das graças!
Queremos mais!
Um abraço,
Patricia Miranda Silva
No fim o autor estraga … Como num soneto de Bocage.
Falem bem ou falem mal, mas falem de mim… quem será a Inês Santos?
Muito bom ! Fez-me sorrir, mas em simultâneo dá tristeza , porque este é o mal que persiste em existir neste nosso Portugal ! Tenho 70 anos, já vi muito, os “betinhos” são recentes, mas sempre existiram com outros nomes, mais directos, como Novos Ricos.
Continue Miguel, precisamos dos seus artigos…
Ana Maria Quina
Parece-me que o problema dos portugueses é mesmo esta constante necessidade de catalogar tudo e todos..
Eu tenho 47 anos e encontro neste texto a realidade do Pais na minha adolescencia.Acho engracado o facto de sentir inserido no contexto de menino de bem e ao mesmo tempo de betinho………..mas voltando a realidade actual e nao de um passado distante.Sera que em 2012 os Portugueses ainda nao acordaram destas fantochadas e verificaram que somos todos iguais quando nos unimos e ultrapasamos obstaculos juntos.Gostaria muito que o seu proximo texto fosse sobre o que nos une e nao sobre o que nos separa,obrigado.
Ahaha…muito bom…
* Filipa, também reparei nos cês cedilhados…brilhante! A senhora das Mercês que deverá ser catolica praticante não deverá dizer que ODEIA o seu semelhante, até lhe fica mal nesse seu nome composto, seja a Inês Santos ou o José Socrates (err…bem..)
O texto é muito bom e enfia a carapuça quem quiser;
Paz!
granda texto, velho MEC, granda estampanço, Inês não sei das quantas, e viva o velho Eça, yes sir… Há muito que não me ria tanto!
Falta o imigrante! Nao sei bem se era queque ou betinha, mas no estrangeiro os imigrantes portuguese, filhos de criados, (caseiros) nao se permitrem a falar comigo, muito embora a minha amabilidade e descontracao. Vivo num isolamento cultural e social, (apenas entre portugueses) porque me nao reconhecem igualdade, apenas porque o meu sotaque de Cascais me destingue de forma descriminatoria. Imperdoavel. Sem dinheiro nem onde cair morta, nem quaisquer arrogancias, embora por vezes no desespero da falta de identidade descreva a minha origem (antepassados com educacao formal e nao familiar) na verdade trato estas mulheres da limpesa e os empregados de mesa , como se fossem meus amigos. Mas a vergonha de serem descobertos (aqui vestem-se com as camizasde xadrez etc,) nao lhes permite jamais aceitar qualquer dos meus convites, fogem como mercurio.
Ao principio sentia-me menosprezada. Hoje questionei-me acerca das razoes sociais desta situacao absurda. Este texto do Miguel esteves Cardos veio iluminar a minha pergunta.
Existe uma harmonica aqui da estructura continental. Seria entretenidor (isto e portugues?) uma descricao das camadas sociais portuguesas aqui em Londres. Parece-me que existe o Ozorio (Director do LLoyds) os plebeus que lutam para viver, e eu. Nao encontro ninguem como eu. Nao sei se isso me deixa desqualificada, desCLASSficada…!
Aprendi com o texto do Esteves a tratar toda a gente aqui (e ai!) por tu, como devia ser, daqui para a frente, o meu erro FATAL!
So quero ver o que me vao dizer quando os tratar a todos por tu! Estou por tudo! Os diabinhos sao esquisitos!
Tenho a impressao que me vao dar um estalo ou algo mas vou me permitir essa ousadia e rir-me a brava. Tanta educacao…para nada! Que se danem os principios pelos vistos nao funcionam. E eu acho piada a eles todos. Teem sentido de humor, sao brutos e directos e .. .tao humanos.
Essa estratificação (social? mental?) é fruto da observação apurada de MEC ou é uma nova teoria? Ou ambas? Ou nem uma coisa nem outra? E, já agora, a que “classe” pertence o próprio? E – talvez não menos importante – que relevância tem isto nos tempos que correm? A capacidade de síntese de MEC parece estar a perder-se: escreve muita coisa para dizer (quase) nada…
Muito bom. É sempre bom ir dormir com um sorriso nos lábios
Brilhante prosa.
Continuo a ler os seus textos com verdadeiro deleite. Desde os tempos do Indy.
Continue.
Excelente texto, excelentes palavras, e alguns dos comentários, vieram mesmo a comprovar tudo aquilo que aqui está escrito! Sou ”de bem” sem fazer questão de que toda a gente o saiba, mas com o maior orgulho na minha família!
Obrigado!
Ovalhamedeus,…a inteligência que se lhe reconhece, felizmente, não lhe permite melhor explicação – a crónica é excelente, dado que não é preciso mais para evidenciar o rídiculo do séquito de queques, bétinhos e filhos de algo, que com ela se identificam. Extraordinário.
Boa noite, o meu nome é António, sou portuense e tenho 18 anos e pertenço ,como já referiram, às chamadas “boas-famílias”.
Digo, desde já, que adorei o texto e revi-me(no bom sentido claro) e aos meus amigos. O que me pareceu é que o MEC, basicamente, dividiu em 2 tipos: quem tem famílias com títulos e abrasonadas e quem não tem, quer seja, actualmente, pobre ou não. Eu, que sempre andei em colégios católicos, naturalmente, só me dava com gente cujo nível social lhes permitia andar naquelas escolas. O resultado é que muitas vezes apanhei esses meninos de bem como referiu, e alguns deles são meus amigos. No entanto, só sou amigos de alguns e outros são só conhecidos visto que esses tipos, muitas vezes a família é completamente tesa, gostam muito de vangloriar o seu passado e os seus títulos mas não têm onde cair mortos. Ainda têm a lata de desprezar pessoas que não sejam da “nobreza” como se fossem uns seres superiores e a plebe lhes devesse vassalagem, e ainda só têm 18 anos, devido à educação que tiveram em casa( o que fará quando tiverem 40 anos).
Por outro lado, também tenho amigos sem qualquer relação com esse meio aristocrata porque são são pessoas fantásticas com excelente educação e porque também gosto de me distanciar desse meio.
Eu nunca, mas nunca, escolhi as pessoas com quem me dou segundo o seu berço ou riqueza; mas, por outro lado, também não suporto pessoas sem educação ou alguns novos-ricos parolos, tipo alguns jogadores de futebol conhecidos. Para umas pessoas, pormenores como comer de boca fechada ou saber pegar nos talheres à mesa podem parecer coisas pouco importantes na formação de uma pessoa, mas para mim assumem extrema importância, pois eu acho nojento ver o tal “bolo-alimentar” ou falarem ao mesmo tempo que comem.
P.S.: Peço desculpa se o texto está confuso ou tem erros, mas já passa das 4 da manhã e vim no meio do meu estudo para os exames da faculdade
é tudo relativo, porém é uma observação
Talvez devido a um perfil psicológico que não me deixa aderir a grupos, avalio cada pessoa sobretudo pela forma como trata os outros. No fundo, é a forma como nos relacionamos com os outros que nos devia definir num enquadramento social, independentemente da origem de cada um.
É pena que, pelos vistos, a sociedade portuguesa esteja estratificada da forma como vem descrita na crónica. É pena porque as generalizações cegam e tolhem qualquer hipótese de um “rotulado” se libertar do estigma.
Não me revejo na íntegra em nenhum dos grupos mas se calhar tenho um bocadinho de todos eles. Não sou fidalga mas tive uma educação de que me orgulho, mais pelo orgulho que sinto dos meus educadores. Todos os dias oiço falar na perda dos valores… Discordo. Eu, pelo menos, não os perdi e não tenho qualquer prurido em dizê-lo. Nem considero a afirmação vaidosa ou arrogante, porque a faço ciente de que tenho muito que aprender, e que, agir de acordo com os meus valores, não é fácil e exige um esforço diário de disciplina.
Como eu, acredito que há muitas pessoas que todos os dias procuram fazer o melhor que sabem e podem dentro da sua melhor boa vontade e conhecimento, partilhando e ajudando o próximo à medida das suas possibilidades.
Juro que não percebo porque é que basta uma ovelha ranhosa para estragar o rebanho. Juro que não percebo porque é que em vez de pormos a culpa nos “betinhos” ou nos “queques” não fazemos nós todos, os portugueses, um esforço para que se deixe de ter vergonha de agir com coragem moral, de agir sem “chico espertice” e assumir que essa é a forma correcta de estar na vida.
PS. Mas adorei ler o artigo. Fez-me rir.
epah Dico. Tens toda a razão. é o que faz escrever à pressa no escritório quando devia estar a trabalhar ….. as minhas desculpas pelo erro.
Meu caro Dico … estragou todo o seu comentário anterior que demonstra educação, cultura e bom senso com este pequeno à parte .
No fundo, como alguém disse neste forum, sejam betinhos, queques ou de bem. “No fim do dia somos todos iguais. Uns com menos, outros com mais, outros com muito mais do que pensam, outros com menos do que aquilo que acreditam”.
A virtude está em sabermos aceitar que nem todos somos iguais e saber viver com quem nos rodeia. A idade ensinou-me que a vida é muito curta para nos prendermos com rótulos e preconceitos …
Desejo-lhe um Feliz 2012! :0))
Gosto muito de muitos escritos do M.E.Cardoso. Escreve sempre bem, num estilo que diverte sempre, mesmo tratando de assuntos sérios ou graves. No caso em apreço, escreve bem. E é divertido. Mas defende um ponto de vista errado, quanto a mim. Que é o facto de haver classes que são melhores que outras. A não ser que isto seja apenas uma paródia sobre uma visão reducionista da sociedade por classes e que algumas são melhores do que outras. Portanto, sendo caricatura, não é o que ele pensa na realidade. “De bom grado trocaria grande parte da sua fortuna pela antiguidade e pelo prestígio de um bom título.” Pensa M.E.Cardoso que os bons títulos dão prestígio? Com certeza que não. Tenho-o em melhor conta que isso. Prefiro pensar que isto é simplesmente uma paródia (portanto não tem “factos” jornalísticos ou históricos”) a gozar com quem acha que as pessoas devem avaliar-se para além do que fazem com as suas próprias mãos e do que falam e escrevem com a sua própria cabeça.
Nota: Parece-me que seria mais interessante que os comentários estivessem ordenados pela ordem inversa, os mais recentes primeiro.
Parabéns! É mesmo assim…
Está giro , a retomar os antigos rumos na escrita , sim disse retomar . Agora a questão sobre os considerandos afidalgalhados e os outros do fígado . Quantos dos comentários vieram de pessoas de Lisboa e afins ? Quais desses e a dizer o quê ? Esse resumo já um nada costumeiro das mentes recalcadas de uns e outros só enquadra um par de bairros e ruas de bares . Aconselho a todos a saírem mais de preferência a pé , de preferência sem medos .
Muito bom! Para além dos comentários serem bestiais – coitada da “Dª” Inês Santos…se pudesse retirar o seu, já o teria feito -, os comentadores fazem questão de escrever o nome completo.
Faz parte de um verdadeiro fidalgo ser “low-profile”!…
Ora vejam…
Engracado o artigo, acho que mais importante que qualquer titulo social ou dinheiro é ter saude e saber respeitar o proximo… e ja agora ser feliz!
Ainda bem que agora temos estes meios para cada um se poder expressar. Gostei imenso de ler todas as opiniões, mostra que somos todos diferentes o que é bom. E deixem lá de bater na Inês Santos, cada um gosta do que gosta e tem o que tem. Eu não pertenço a nenhuma dessas tribos, nem ralé, queque, menina bem, nova rica etc. E cada vez gosto mais do que sou, uma mulher simples que vive numa cidade pequena e que é uma espetadora do mundo e que para ela só o que conta é : O ser humano como algo de especial que pode (se quiser) ainda transformar este planeta para melhor e tentar superar-se cada vez mais .( Mas isso ainda leva mais mil anos ,lol)
MUITO BOM! ahahahahah! Grande Miguel! o retrato sociológico da nossa sociedade (roçando a doce ironia da sátira !!) não podia ser mais exacto. qual Eça de Queiroz!
Esteve bem em relação aos meninos bem, mas um pouco confuso em relação aos outros. Pareceu-me demasiada palha.
Também não acho bem não se caracterizar a si próprio. Talvez fique adequado no grupo dos meninos tachistas. Não que ele o seja. Mas gosta de ser para as suas amadas filhas, já bem colocadas devido ao seu mérito e não por serem filhas de pessoa importante.
Caríssimo Miguel(o dos comentários),ainda bem que também reparou nos cês cedilhados,mostra que é pessoa atenta …o que é brilhante.Já agora catolica escreve-se católica,tem acento….brilhante.Ah,e enganou-se não sou CATÓLICA praticante, e embora por princípio não odeie ninguém,às vezes a paciência tem limites… Avalio cada pessoa pelas suas atitudes,não espero perfeição,mas uma contribuição para um mundo melhor é um dever de todos nós.Quanto ao meu nome “composto”,é o nome que tenho e não tenho que lhe pedir desculpa por isso.Esclarecido? Tenha um Bom Ano
O MEC não contempla na sua crónica aquelas pessoas que se limitam a sobreviver e a contar o dinheiro que ainda têm até ao final do mês – os suburbanos em geral – e que não têm qualquer aspiração ou preocupação com condição social porque têm mais com que se preocupar.
Eu não andei no liceu camões ou outro colégiozinho de mentes brilhantes, desses que nos têm levado o país para o buraco fundo e escuro onde estamos, por isso saberei pouco daquilo que fala, mas parece-me que assim por alto serão uns 4-5 milhões de pessoas que o MEC se esqueceu de qualificar dentro dessa maioria esmagadora que identificou e dividiu em três fofos grupos.
Contudo a crónica é gira..para se debater num restaurantezinho do Bairro Alto, com malta criativa e interessante.
Falta referenciar os híbridos! Filhos de meninos bem e de um queque. Um upgrade de ambos.
victor_graça parece-me que infelizmente está sozinho nesta debanda de gente pouco sofisticada, que por aqui comenta e venera o recem-chegado à tribo. Há ainda aqui quem destile o seu mau humor gerado por tão pobre e limitada visão..
victor_graça Venho fazer-lhe companhia… Pelas palavras do senhor MEC eu deveria ser uma brazonada porque não preocupo se tenho dinheiro ou não, porque sou bem educada e atenciosa com todos. Nem podia ser uma freakalhota que vai bater em jambés no adamastor ou uma yogi-cantora que gosta da vida que tem, independentemente da quantidade de dinheiro que gera ou de onde veio se do espaço ou das teorias de Darwin…
Querida Ines Santos, tanta coisa boa que come. Lavagante, costelao, robalo de 13 kg, veja lá nao fique muito gorda com tudo isso! Beijinhos querida
Brilhante!! Genial, um retrato perfeito da sociedade portuguesa. Parabéns!
Esta conversa constitui uma verdadeira e fantástica amostragem sociológica da sociedade portuguesa! Muito instrutiva! A análise do MEC é genial porque “apanha” na perfeição, e com muito humor, alguns dos principais tiques sociais das categorias que refere. Obviamente que o valor real das pessoas não se mede pela origem social, mal estaríamos se assim fosse. É por isso que é tão irritante que tanta gente não o consiga ou não o queira perceber, e tente passar pelo que não é armando-se aos cucos. O mais divertido é que esta conversa deu para perceber que muitos dos autores que tentaram passar por “meninos bem” não o são de todo. Basta ver como se exprimem e escrevem, e não é a falta de óculos ou as crianças ou outros argumentos do género que explica alguns lapsos fatais…
Parabéns pela crónica, sem dúvida algo interessante, e, para pesar do povo português, está totalmente a par da realidade do nosso dia a dia.
Na cidade onde eu vivo há abundância dessas três classes distintas, e, devido ao reduzido número de habitantes torna-se ainda mais evidente.
É sem dúvida algo que me diverte, quem se acha superior, quem quer ser o que não é geralmente consegue apenas infelicidade. Os portugueses são então conhecidos (e é algo comum a todas as classes sociais) pelo aversão a que outrem lhes aponte o dedo. Seremos então um povo sempre pobre de espírito e escasso em valores pois sempre que nos vemos com dinheiro no bolso o objectivo é naturalmente esbanjar em luxo e ostentação mais para demonstrar a nossa “superioridade” do que propriamente melhorar o nível de vida.
Caro Miguel, os meus Parabéns pelo seu artigo. Já o comentário da Inês Santos era desnecessário. Inês, você a comer um robalo de 13 Kg, …., tem a certeza que não era uma dourada de viveiro com 1,3Kg. Tenho pena de Si, ….. . Sebastião V. com 18 anos e a pensar dessa maneira sai um pouco fora do que eu pensava daquela malta da sua idade (é mais copos e noitadas”). Parabéns, pois o caminho tem de ser esse, fazer parte da solução e não esperar que alguém faça qualquer coisa por nós. Como por ai se diz; “Se queres as coisas bem feitas, o melhor é seres tu a fazer”, …… Abraço (Inês ainda estou a pensar no robalo de 13 Kg, Hahahahaha)
Caro Miguel faz muitos anos que não te vejo mas tenho seguido as tuas publicações. Se na nossa juventude estas tuas palavras já faziam sentido , agora ficaram muito mais actuais.
Continua assim , astuto , inteligente e com um sentido de humor muito especial . Quanto aos comentários de uma tal de Inês , quando o papá dela andava de lebre ou v-5 ela devia ser mais comedida , agora se valoriza com os porsches e bmw . Ó menina relaxa e goza.
Abraços
A inês santo não podia ter dito uma coisa mais desprovida de sentido, inteligência e solidez, a seguir a um texto extraordinário como este!
É impressionante e infeliz , que haja tantas pessoas com a visão limitada e completamente fechada, que nem sequer conseguem “perceber” ou pelo menos “não interferir” perante outras visões claramente mais EVOLUIDAS!
Aprendam com as criticas, construam-se, se nao gostam argumentem, nao ataquem!
O texto é divertido e bom de ler, porque sempre nos faz lembrar alguém, e cada um tenta se encaixar numa definição de “queque, betinho ou menino bem”. Só é uma pena que não tenha significado nenhum por mais metafórico que tente ser, mas aos bons escritores tudo é permitido. Fico à espera do próximo texto…
José
Bom ano para si também Mercês!
agora sem pontuação, “no hard feelings” peço desculpa se a ofendi no comentário, desculpe lá a coisa do nome composto…mas não gosto de pessoas que odeiam, é um defeito meu…e já agora, apresento a penitencia.
Adorei chegar a casa, apos mais um dia de trabalho e ler este belo artigo tao bem escrito e realista.
coitadinha da outra!..deve ter é carrinhos de linhas importados… “compras em Nova Yorke ” da feira do relogio .. “robalos de 13Kg ” acorda mulher!! que estas mas é a comer sandes de couratos..
Adorei o seu texto Miguel. Felizmente tenho brasão mas continuo rico graças ao facto de os meus antepassados terem feito uma excelente gestão dos milhões da família. É essencial, além de uma boa educação comportamental, uma boa educação financeira, de modo a que os descendentes possam usufruir dos prazeres de viver numa mansão de 1.500 m2 com piscina, de navegar no Iate nas águas azuis celestiais das ilhas gregas, de conduzir um Aston Martin , de se deliciarem com caviar, Champagne Cristal ou um Petrus, de fazer scuba diving de três em três meses nas Maldivas, Caraíbas ou Oceania, de passar o carnaval no Rio de Janeiro na bancada vip ou fazer compras em Paris, Milão e Nova York. Não sou menino de bem nem de mal, e tenho amigos de todos os estratos sociais os quais me dou super bem.
Este género de estereótipos de menino de “bem”, queque ou betinho mais não é do que a frustração que as pessoas sentem de não poderem ser aquilo que anseiam. Mas para isso é necessário: nascer rico, ter a sorte de “sair” o Euromilhões ou ter o talento e empreendedorismo de “chegar lá”!
Eu tive sorte, pois apesar de ser culto e ter obtido um MBA no Insead não sei se alguma vez “chegaria lá”, mas, enfim, nós não escolhemos o berço em que nascemos.
Pois… A questão também passa pela forma como as pessoas são formatadas por uma sociedade de consumo, para serem definidas pelo que têm e não pelo que são. Isso cria-lhes inseguranças e infelicidade, que tentam compensar num consumo de fugazes bens materiais, com que tentam ascender a uma posição social por eles imaginada como propiciadora de mais felicidade. Enfim, círculos dentro de círculos, que não podem ser totalmente rompidos, pois a sociedade tem o seu peso e não é fácil viver-se marginalmente. Peço desculpa de comentar tão tardiamente, mas seu o texto mantêm-se actual.
Caro Sigismundo de Bragança,
Mais valia ter ficado caladinho …. às vezes, nem o berço (se é que alguma vez o teve…não me parece!) é suficiente!….
Ouça …. é um aborrecimento sê rico, tá a ver???….
Ta …ta!
Caro Afonso Sancho,
Já reparei que não existe …
Aliás todo o envolvimento era estranho, desde o nome à prosa.
Ficamos assim ….
Oh portuguesinhos ridículos…
Não existe mais nada com que importar?
“Questiunculas” de porteira…
Quem somos nós?
Pelo que vejo, desde meninos bem, a queques e betinhos,
Porsches, Aston Martin, Fiat Uno ou Renault Clio,
Champagne Cristal, Château Petrus, Água Vidago, Coca-Cola ou mesmo do cano.
MBA, MIT, 12º ano ou 4ª classe,
O milhão, o milhar, a centena, a dezena e até o cêntimo,
Caviar, robalo, sardinha, pão ou só a espinha
Paris, New York, Maldivas, Cuba do Alentejo ou Caniçada,
Casarão, casinha, apartamento ou barraca,
Algarve ou praia fluvial,
Brasão, Pedra d’Armas, Silva ou Santos,
Bancada VIP, Plateia ou mesmo chão,
No final, sem mim, você ou tu, o Senhor Dr., o Senhor ou “aquele ali”…
Somos ninguém!
Melhor do que ler o texto é ler alguns dos comentários.
E pelos vistos não é só a Inês Santos que devia estar calada. O Goulart e Drummond tem “nome”, mas depois de ler o seu comentário fiquei na dúvida se não se deveria enquadrar no grupo dos “betinhos”, pois de “menino bem”, só mesmo os apelidos que faz questão de mencionar na sua totalidade.
Quem realmente tem, não precisa de o dizer. Costuma-se dizer que “humildade a mais gera vaidade”; mas há limites para tudo.
Cumps,
António
Fantastico…
À “senhora” do Porshe digo que, numa mesa diária ao almoço de 14/15 pessoas não dá muito jeito comer lagosta. É muito mais engraçado almoçar feijoadas, empadões etc e termos a familia toda junta, com discussões, barulho, confusão etc…Quanto aos carros, agora não é possivel, mas não sabe a sensação de irmos 7/8 pessoas num carro fazer viagens de 600/700kms para passar férias (incluo a empregada)….
“é muito mais importante termos um objetivo de vida e, de preferência, que não seja apenas ter casa, carro ou estuto social. – os objetivos materiais são sempre uma grande desilusão…”
Estive há dois anos em Leão, Espanha e finalmente percebi a origem do portuguesismo, do marialvismo, do quequismo, do fidalgismo e outros ismos. Somos de facto um povo em construção, com tiques sistemáticos de inferioridade. Aqui na minha terra há-de haver concerteza alguma coisa em que somos os melhores do Mundo. Vou investigar para mais tarde contactar o Guiness. Adoro a Golegã as suas Éguas e seus Cavalos.
BRAVíSSIMO ! FOI UM DESABAFO VERDADEIRAMENTE EXCELENTE.
…e lá vêm as respostas dos queques e betinhos a tentar disfarçar
Boa MiKe tás lá.
Olá António,
Também fiquei abismada ao ler o comentário do dito “Goulart e Drummond”. De tal modo que me dei ao trabalho de saber se existia tal pessoa. Na realidade, não existe e suponho que tenha sido “mais uma acha na fogueira” não sei bem de quem. O texto de tão exagerado, dificilmente podia ser verdadeiro.
Mas teve a sua graça, na medida em que indignou alguns dos “presentes” (eu incluida).
@ M J da Golegã também adoro e acho que o nosso País nunca teve razões para se sentir inferior. Para mim, sempre foi e continuará a ser o Melhor País do Mundo.
Com fidalgos, queques ou betinhos…
É o meu País!! O meu lar, a minha Pátria!
Os desejos de um óptimo dia e um excelente fim de semana.
Tudo perfeito, ate ao detalhe que os de Lisboa nao saem do Restelo… Mas faltou o uso e escolha de vocabulario. Os “betinhos” adoram palavras complicadas, e os “queques” simplesmente nao tem a sensiblidade para perceber, quanto mais simples, mais nobre. E isso involve tudo na vida…
Como as verdades doem a alguns… aos outros, um pouco menos e aos restantes… também?!
Excelente. Coisa rara neste país garboso montado no passado!
Boa tarde aos senhores todos.
Li o texto do senhor Miguel e gostei muito. Também gostei das coisas que os todos senhores comentaram aqui. Mas senti-me assim um bocado de fora disto. É que eu não sou fidalgo, nem queque, nem betinho. Nem sequer pastor. Sou o Helder, pasteleiro na Cruz de Pau.
Queria só dizer que sei que nunca vou ter o caroço de um betinho, nem o àvontade de um queque. Muito menos vou ter algum dia a pinta dum fidalgo. Mas tenho a esperança de um dia ser pedreiro. Porque é uma profissão que está ao meu alcançe e porque os jornais dizem que eles agora é que mandam em tudo.
Ah e também queria dizer que tenho um cão muito esperto.
boa tarde
É com enorme gozo e prazer que assisto a uma disputa por determinado estrato social, disputa essa que apenas existe por termos esquecido e desaprendido aquilo que nos une como seres humanos, somos muitos mais do que tudo isto que aqui foi descrito, tecido e apontado. Não percebo como é q tanta gente se preocupa com aquilo q os outros pensam, quando se deviam preocupar em deitarem-se ao fim do dia de consciência limpa, sabendo que de tudo fizeram para contribuir para um mundo melhor. Esta mentalidade global é necessária cada vez mais, se não de nada vos irá valer os euros que gastaram se não forem portadores de uma palavra que há muito está esquecida..Saúde! Como tal venho por este meio perguntar se vossas excelências não têm mais nada para fazer do que redigir comentários motivados por visões e perspectivas literalmente de merda. .para fazer do que redigir comentários motivados por visões e perspectivas literalmente de merda. .
MEC, ó pá, tenho saudades de quanda davas 5 baldesdemerda aos Dire Straights, de lá para cá parece-me que os teus amigos queques te pagam para escreveres, és de facto singular nas crónicas, e nesta metes tudo ao barulho, pontuo-te com 5 baldes tambêm, parabêns…..
gosto em especial do comentário #32
*há “gente de Bem” e depois… há os outros. (ponto final)
não fica “bem” a ninguém. (feio, feio, feio…)
seja em que família for – sim, porque pedantes/vaidosos/invejosos há em todas as famílias.
e parece-me “de muito mal” fazer tais observações
por outro lado, ainda bem que as sociedades têm evoluído (a mentalidade também) e que agora até alguns “filhos da nobreza” ingressam nas Universidades. (poucos, é verdade! mas, já se começa a ver… por exemplo: “Kate will be the first British queen to have a university degree. Yay!”)
…e quem sabe, um dia destes, comecem também a “ter empregos à séria” e precisem de comprar uns relógios, umas camisas novas ; ) e se comecem a irritar com os problemas da Vidinha.
*que piroseira
(ainda a propósito do meu comentário…)
“gente de bem” – com bons valores = Gente Boa! (diferente de “gente má” e que há em todas as famílias)
“empregos à séria” = “sem cunhas”; que não sejam na empresa do avô, do tio, ou do amigo da Família;
e… que precisem de “comprar relógios” para chegar a horas ao emprego + à creche dos meninos (porque, ao contrário dos “meninos de bem”, não é a empregada que os vai buscar e que lhes dá de comer, lhes dá o banho e os põe a dormir) – sim, nenhum pai consegue fazer tudo isto (à hora certa!) sem “um relógio”.
(sem olhar para as horas e ficar “irritado” porque: “mais 10 minutos e já não consegue fazer o eixo norte-sul sem ficar parado no trânsito”)
– é que nem todos são “fidalgos” e vivem na “casa da família” (em Cascais ou na Boavista) e têm as empregadas e… TUDO “só custa” um telefonema.
(os outros têm rendas para pagar – contas e + contas!!! e… sim, ficam enervados… )
A maioria de nós não vive, ainda, da “fortuna do avô ou bisavô”.
A maioria de nós somos “filhos únicos” e temos que fazer tudo à nossa custa.
*sem a ajuda da “Mafia – da Rede das Famílias dos ‘meninos de bem’ ou dos ‘queques’”. (ou do que lhes queiram chamar… -para mim grande maioria são uns patetas, inúteis que me passam completamente ao lado… absolutamente desinteressantes – não, minto!! por vezes até fico curiosa… como agora… e observo-os tal e qual como observo os participantes de, por exemplo, uma “Casa dos Segredos”)
oh, e como devem ficar “irritados” (aí não, enganei-me… os “meninos de bem” não se irritam…) *como devem ficar pasmados os “meninos de bem” quando os outros provam ser: MUITO MELHORES QUE ELES!!!!
“Meninos BONS!”
Ex-ce-len-tes!!!! ahahahahaha!
Tenham juízo!
Nota: nem acredito que se perca tempo a escrever textos como o que deu origem a toda esta conversa… com tanta coisa realmente importante para se comentar… tristeza!
e… essa coisa de achar que só em Portugal é que se é invejoso ou mesquinho – mostra que pouco se conhece de outros países e outras culturas. Infelizmente, é igual por toda a parte… (tal como “nas famílias” – um país também tem “gente boa” e outros mais ou menos “bons”)
Somos Todos Iguais (uns mais… outros menos)
Tantas pessoas encrispadas com meia duzia de palavras…
Não sou seu fã caro Miguel mas tiro-lhe o chapéu!E mais…um forte abraço!ahaahahahah
Os meus parabéns MEC! Para o assunto ser discutido e partilhado é necessária a sua escrita para conhecimentos de todos, só assim se pode debater o tema!
tremendamente verdade,, infelizmente,, e o ke ha em portugal,, falsos ricos,, olha se mais as aparencias que ao que na verdade importa,, , os portugueses, passaram de herois e descobridores a , vigaros e cobardes.e ladroes.. a comecar pelo governo,,, lamentavel…. tenho um canal de t.v portuguesa em minha casa nos estados unidos,, e sinceramente ,, ja cansa de disparates dos governantes,, mas o mais engracado, e que o artido socialista,que foi afastado por ter feito o ke fez , agora ja vem com a toda a conviccao do mundo, inventar politicas alternativas , ( mentiras e disparates), que supostamente poriam em pratica,, mas nao o fizeram,, tenham vergonha, e deixem se estar calados ,, fazer oposicao e , criticar o ke esta mal,, mas da maneira como as coisasestao ai,, fazer oposiçao, deveria ser tentar ajudar a criar suluçoes pra emendar o mal que fizeram.. quanto os ditos meninos… ( queques,betinhos,, e etc…. vao mas e trabalhar….. facam alguma coisa de util pela sociedade, porque sinceramente ,, presentemente sao a vergonha de um pais na banca rota,, muinto por culpa dessa gentinha…..
joao conceicao
01/21/2012
Em traços muito gerais, o texto está muito interessante. No entanto, penso que um factor muito relevante não foi dito. O maior inimigo da “Nobreza” é a própria “Nobreza”. Porquê? Porque em Portugal, praticamente não há Nobreza. A “Nobreza”, ao contrário do que se pensa, não é só o sangue que sem tem nas veias; os feitos de um antepassado que valeu à família um, dois ou vários títulos; ter um role de criadas/empregadas (que honestamente, devem andar escondidas); quintas e casas apalaçadas etc. Ser Nobre não é só isso, nem muito menos é ser tão despreocupado como se mostra. A verdadeira Nobreza, enquanto classe social inexistente em Portugal deveria, a meu ver, ter respeito e brio por todos aqueles que fizeram com que hoje “eu” tenha o “direito” de ser considerado Nobre. Ser Nobre não é uma vantagem… aliás, só trás desvantagens. Isto porque o respeito e brio de que falei devem ser defendidos e protegidos. Aquele que há séculos atrás permitiu, através dos seus feitos, que eu o seja agora, deve ser respeitado. Snobeira e cagonice há em todas as famílias. Tanto nas que querem ser “nobres” (porque acham que tratar mal as pessoas, fazer troça, rebaixando para se subir etc.é agir como os nobres.), como nas próprias “nobres” (porque vivem na ilusão que ter um título é motivo para ser superior, invés de pensar que ter um título é motivo para “dar exemplo”). Em Portugal, mesmo a Nobreza, tem sempre um self-made man que veio a permitir dourar o brasão a muita gente. Assim, e para concluir, essa distinção de classes está muito bem apanhada, mas nem tudo é tão óbvio quanto isso. Os meninos bem nem sempre são nobres e, a maior parte das vezes, têm mais educação que os meninos bem nobres. Não sei se já repararam que se um “nobre” – da minha geração – 1988 – tiver o gosto em usar o anel de armas que era do pai e do avô etc., vai pensar muito bem no assunto antes de o fazer. Porque? Porque sabe que no momento em que enfiar o anel no dedo vai ser gozado e falado. Porquê? Porque quem vai gozar é a maioria que, ou adoraria ter a oportunidade de ter um e, não tendo, rebaixa; ou outro sector que não adoraria um e, o simples facto de achar ridículo é motivo para gozar. Problema? o “Nobre”, que teria todo o gosto, direito, motivos etc. rebaixa-se e entra no mesmo esquema do gozar com o próximo “nobre” que use o anel de armas – pura e simplesmente porque adoraria ter a coragem de o usar e não usa. Acabando, e agora de vez, é a nobreza que acaba com a própria nobreza e são os meninos bem que acabam com a educação, princípios e valores. Não querendo generalizar, obviamente, mas penso que isso está patente.
Tomaz José Mesquitella
Muito bem MEC!!! Posso pedir que me passes a manteiga? LOLLL
Abraço e parabéns!!!!
BEM VISTO…………
Bom texto, no entanto, so pode ser interpretado de uma forma geral. Conheço muitas excepçoes a estas “3″ regras. O comentario da Inês Santos espelha aquio que é a desgraça deste Pais: uma mentalidadezinha…. . Ao minimo sinal de critica começam logo a disparatar. Desde quando andar de Porsche ou comer lavagante é algo de especial? Ou fazer compras em NY? Nao me vou por em bicos de pé mas, pessoalmente, sao coisas insignificantes para mim, e para muito boa gente. Porque as posso fazer? Sim e nao, mas, porque conduzo quaquer carro (muito mais caro ou muito mais barato que um Porsche) com o mesmo a vontade e sem endeusar algo que é um simples meio de transporte. Tambem nao venero marisco… e… fazer compras em NY é algo tao fantastico? Nao ha coisas muito melhores para se fazer em NY (antes e depois das compras)? Sim porque numa cidade tao cheia de vida, a transbordar de cultura o ponto maximo para a D. Inês sao as compras… hehehehe. Daqui a algumas geraçoes espero que na sua familia ja alguem faça compras em qualquer lado sem sequer dar qualquer relevancia a “fazer compras” mas a algo um pouco mais interessante e enriquecedor.
O problema deste pais é a pura incompetencia da elite e a falta de ambiçao do Povo. Nao ha mal em querer ter bons carros, ganhar dinheiro e usufruir. O problema esta em sobrevalorizar algo que nao tem tanto de especial e esquecer: contributo para a sociedade; melhor educaçao; superar o que ja foi conquistado;
O MEC no meu ponto de vista so cometeu um pequeno erro, ao atribuir demasiados elogios aos Fidalgos. Nem todos sao bem formados e muitos sao mais betos do que os proprios “betos”. Porque? Porque existe uma crise de valores tao transversal na nossa sociedade que faz com que as mascaras sociais sejam passadas de mao em mao ao sabor da intriga, da inveja e da ganancia, ao mesmo tempo que no fundo da piramide se hipoteca de forma cega qualquer progressao social ao usar como exemplos as muitas Ines Santos que ai andam.
Ahahaha! Só rir!
Gostei do artigo,Nao concordo quando diz que os meninos bem “nem sequer compreende o conceito de self-made man”…não é bem assim já que muitos desses meninos bem nunca foram pessoas com dinheiro ( já que as fortunas dos antepassados já nao existia) e por isso tiveram que subir a pulso, como tantos outros!
Somos uma sociedade de aparências e isso torna-nos pobres.
betinhos são todos, só os gostos variam mas os ligeiros. o que confirma a frase é o gosto comum de se rebaixarem uns aos outros ou porque são ou porque não são. Falta de qualidade de vida?