JN – D. Duarte: Para 60% dos portugueses a Presidência “já não merece consideração”
O chefe da Casa Real Portuguesa, Duarte Pio de Bragança, defende que a elevada abstenção nas últimas eleições presidenciais significa que a Presidência da República, “aparentemente, já não merece consideração da parte da maioria dos portugueses”.
Em declarações à Agência Lusa na terça-feira à noite, à margem de um jantar organizado pelo Rotary Club de Gaia-Sul, Duarte Pio afirmou ser provável que, em período de crise, haja mais pessoas a quererem ver regressar a monarquia a Portugal, “embora neste momento não haja um estudo nem sondagem”.
“O que há é uma sondagem muito interessante: nas últimas eleições presidenciais, quase 60% das pessoas não votaram, ou votaram em branco ou nulo, o que quer dizer que 60% dos portugueses consideraram que a instituição Presidência da República não prestava para nada, não valia a pena o esforço de ir votar”, condenou.
Segundo o chefe da Casa Real Portuguesa, a questão não se prendeu com os candidatos na corrida eleitoral de 23 de Janeiro. “O Presidente da República [Cavaco Silva] é uma pessoa que merece todo o respeito, Manuel Alegre é um homem notável e Fernando Nobre é uma personalidade do melhor que há em Portugal”, sintetizou, relembrando que, “mesmo assim, 60% das pessoas não foram votar”.
Segundo o duque de Bragança, a abstenção nas presidenciais “foi pela instituição Presidência da República que, aparentemente, já não merece consideração da parte da maioria dos portugueses”.
“Há uma certa incoerência no nosso país entre aquilo que nós sabemos que temos que fazer e o que estamos a fazer”, criticou. Duarte Pio explicou que, apesar de se saber que é necessário poupar, “o Estado continua a gastar milhões para fazer obras que não são necessárias, como o novo Museu dos Coches, em Lisboa”.
“Há muita coisa em que se podia economizar, por exemplo, na Presidência da República que custa cinco vezes mais do que a Casa Real Espanhola”, avançou.
O chefe da Casa Real Portuguesa disse que “há certamente muitos serviços públicos que não são indispensáveis e que poderiam ser reciclados”, recusando a ideia de despedir as pessoas, mas defendendo que estas poderiam “ser postas a fazer coisas mais úteis”.
Sobre o papel que a monarquia poderia assumir em período de crise em Portugal, o duque de Bragança propôs que fosse feita a comparação “com os países europeus que têm monarquias”, como os escandinavos e o Reino Unido, à excepção da Espanha. “Os países que têm grandes crises são geralmente repúblicas. Mesmo no mundo árabe, os países onde o povo está violentamente a querer desembaraçar-se dos governantes são aqueles com presidentes da República”, afirmou.
De algum modo, os reis são moderadores, são garantes da democracia e da liberdade, são elementos de estabilidade e são o recurso do povo contra os maus políticos, quando a situação está muito má”, realçou.
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A Republica deixou marcas no nosso país… Que venha o Rei, qualquer um, que será concerteza melhor que estes
É incrível a burrice dos comentários insultuosos da notícia, de gente a insultar o senhor Duarte, enquanto este nada de mal lhes fez na vida.
Quando em eleições presidenciais a “abstenção” ganha por larga margem e, em percentagem de eleitores o “presidente” é eleito por uma vergonhosa percentagem, algo vai mal neste “canto da Europa”. Inércia, descrença, protesto silencioso e pela negativa em relação a um regime que nada nos diz e nada faz a não ser prescindirmos de votar por “já não valer a pena”? É triste viver assim e ver Portugal a afundar-se lentamente nas ondas e correntes de uma república que se consome em si própria e se revê em manter o marasmo. E nós, passivamente, vamos aguentando em vez de gritarmos bem alto o que queremos e o que pode salvar-nos da desgraça, do descrédito, do naufrágio deste “navio” pilotado por oportunistas que são, como temos vindo a verificar, os primeiros a abandonar o barco, antes mesmo dos ratos. Acorda, Portugal! Aclama o Rei e volta a ser um corpo com Cabeça!
Além do poder moderador do Rei, o custo de se manter um rei é infinitamente inferior aos custos da República, pois além da manutenção propriamente dita, há a corrupção, que no caso de um rei não existe!